VENCEDORES DOS PLAYOFFS 25/26
O fim de um jejum histórico que durava desde 1973
Na noite de sábado, 14 de junho de 2026, no Frost Bank Center em San Antonio, os New York Knicks fizeram história. Com 94 a 90 no Jogo 5 das Finals, a franquia mais icônica da NBA encerrou 53 anos de seca e ergueu seu terceiro título na liga — o primeiro desde Willis Reed, Walt Frazier e companhia em 1973.
Foi uma série que resumiu tudo o que esta equipa representa: resiliência. Os Knicks apagaram déficits de dois dígitos em todos os quatro jogos que venceram. San Antonio abriu vantagem de dois dígitos em todos os cinco jogos. Mas Nova York sempre voltou. Sempre.
"Esse tem que ser o arremesso mais icônico na história do basquete de Nova York."— MIKE BROWN, TREINADOR DOS NEW YORK KNICKS, SOBRE O TIP-IN DE OG ANUNOBY NO JOGO 4
A campanha dos playoffs revelou uma equipa que se recusa a morrer: 6 vitórias em 8 jogos em que estiveram em desvantagem de dois dígitos — a melhor marca na história da NBA com play-by-play registado. Uma estatística que conta mais do que qualquer troféu poderia.
Esta equipa venceu como um colectivo — mas teve uma estrela brilhando acima de todas as outras no momento mais importante. Jalen Brunson foi o coração, o músculo e a voz desta conquista.
Nova York viveu décadas de promessas quebradas. Patrick Ewing esteve a um passo em 1994. Allen Houston, Latrell Sprewell — tantos heróis sem o trono. Esta noite encerra essa história e começa outra.
Primeiro título da era moderna
Willis Reed, Walt Frazier e os Knicks vencem o Los Angeles Lakers. Uma equipa de colectivo antes do seu tempo.
O último troféu — até hoje
Segunda conquista, novamente com a turma de Willis Reed. Ninguém imaginou que demoraria mais de meio século para chegar o próximo.
A dor mais funda
Patrick Ewing leva os Knicks às Finals, mas Hakeem Olajuwon e os Houston Rockets vencem em 7 jogos. Nova York sangra.
A última final
Ironicamente, contra os mesmos Spurs. San Antonio vence em 5 jogos com Tim Duncan. Desta vez os Knicks inverteram o resultado.
A redenção
Brunson. Anunoby. Towns. Bridges. Hart. Mike Brown. Uma equipa que nunca acreditou no impossível — e por isso fez o impossível.
O que esta conquista significa para além do troféu
Há uma linha invisível que liga os Knicks de 1973 a esta equipa. Não é a cidade nem a camisa — é a filosofia. Colectivo acima do individual. Resiliência acima do talento bruto. Esta equipa não tem o melhor jogador do mundo. Tem algo mais raro: cinco estrelas que jogariam pelo lado de qualquer um dos outros quatro sem hesitar.
Brunson, Bridges e Hart fazem história dupla
Os três são o primeiro trio de companheiros de equipa a ganhar o título universitário da NCAA e o campeonato da NBA — todos juntos, duas vezes, mundos diferentes mas o mesmo DNA vencedor.
O Jogo 4 vai viver para sempre na memória coletiva. 29 pontos de desvantagem no terceiro quarto. O árbitro, o ruído do MSG, Timothée Chalamet nas bancadas a não acreditar no que via. E então OG Anunoby no ar, a mão direita estendida para o aro, a bola a entrar suavemente a 1.2 segundos do fim. O MSG explodiu. A cidade explodiu.
Os Knicks têm parade marcado. A cidade vai parar. E aqueles que esperaram 53 anos finalmente têm a resposta para a pergunta que não conseguiam parar de fazer: quando? A resposta é hoje.
"Somos um grupo resiliente. Passámos por muita coisa. Já voltámos muitas vezes quando estávamos atrás."— OG ANUNOBY, APÓS O JOGO 4
Nova York. Campeã. 2026. Para sempre.



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